quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Saudade

O que é saudade? Saudade é uma 'lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta', segundo o dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. É também 'pesar pela ausência de alguém que nos é querido', segundo mesmo dicionário.

Saudade é aquele sentimento que parece deixar nosso coração bem apertadinho, rir à toa e chorar por qualquer bobagem.
É ver um comercial e lembrar de um momento ou se encaixar emd eterminada situação e sentir falta.

Acho que saudade é o mesmo que sentir falta, é sinônimo.

Eu tenho saudades da época em que eu dormia bem, deitava e dormia. Tenho saudades também de comer a comida da minha mãe todos os dias, não só da comida dela, mas dela também. Do meu pai brigando comigo o dia inteiro (hahahahahaha) e das minhas cachorras pulando em cima de mim.

Tenho tanta saudade dos meus amigos que deixei em SJC, de poder vê-los todo dia e conversar bastante, falar muita besteira e dar tantas risadas.

Mas a saudade nos mantém vivos, pensativos e nostálgicos. Pelo menos isso, né?!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

É um clichê tão grande, tão imensurável, que eu nem sei por onde começar ou por onde terminar, já que terminar seria mais fácil, exceto quando a gente tá tão perdida que não faz idéia da onde se meteu.

Aliás, não é um clichê, são incontpaveis clichês que chegam a perturbar minhas noites de sono tranquilo, mesmo quando eu tomo uma dose de tarja preta e durmo por 12 horas seguidas. E dormir por 12 horas seguidas se sentindo mal é péssimo, é nauseante. É nauseante entrar na internet e ter que lidar com algumas coisas. É nauseante ser uma farsa online. É nauseante ficar madrugada a dentro conectada esperando alguém entrar e ficar fuçando páginas e mais páginas sem nexo. Ficar vigiando o Last.fm para saber qual a próxima canção.

Triste é você sair com a sua melhor amiga e derramar um rio sobre a vida dela que estava tão bem. Todo mundo olhar pra sua cara e perguntar: 'Tá tudo bem?' Isso me irrita lá no fundo. Se eu tô com cara de merda, me deixa em paz. Princípio básico da boa convivência.

Outro princípio básico, não pergunte uma coisa da qual você não está interessado na resposta. Isso é absolutamente chato e você pode acabar dando esperanças a alguém que não merece esperar 1 semana por uma simples mensagem dizendo que você pelo menos está vivo.

Faça o que você tem que fazer na hora certa e com as pessoas certas, isso vai poupar muito tempo e cabeça de todo mundo.

E blablabla, nada aqui precisa ter nexo, sem disse que eu penso em linha reta?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Amo

Eu amo ouvir músicas e lembrar de pessoas, eu amo meias limpas, minhas cachorras dormindo perto de mim e puvir o ronco delas, amo viajar.

Eu amo maracujá, amo ouvir Britney Spears, Spice Girls e Christina Aguilera. Amo dançar, amo sair com as minhas amigas, amo caipirinha de morango de saquê, amo maquiagem, amo quando toca minha música favorita no iPod quando está no modo aleatório.
Amo fazer coisas a dois, amo pular na cama elástica, amo saber que eu estou errada numa coisa na qual eu estava completamente paranóica.

Eu amo muito emagrecer e caber em todas as minhas roupas, amo fazer compras. Amo assistir minhas séries e as suas reprises, amo cinema, amo o Cinemark ter creme vegetal ao invés de manteiga. Eu amo ir dormir sorrindo e feliz.
Amo meus pais por me darem a liberdade na medida certa. Amo ouvir musiquinhas antiquinhas.

Eu amo escrever que eu amo as coisas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Do Contra

Eu acreditava cegamente que meu 'sobrenome' era Responsabilidade. Sabe aquela coisa? A mãe fala: "Juízo", antes de você sair de casa e daí você responde: "Responsabilidade é meu sobrenome, mãe!". Então, isso acontece 4 finais de semana por mês, pelo menos comigo.

Mas hoje eu descobri que meu sobrenome é Do Contra.
Quando tudo tá bem comigo, quando eu final de semana foi a maravilha que eu esperava ser, quando tudo acontece do jeito que eu queria, 99% das pessoas com quem eu falo sobre o final de semana tiveram um final de semana terrível! É sempre assim comigo, eu sou sempre do contra, enquanto pra um tá tudo dando certo, a vida tá bem, romances, amizades, família, a minha vida tá lá no fundinho do poço, onde a gente só enxerga a luz do dia como se fosse uma bolinha de gude.

Pasmem, eu tô bem, eu sai daquela fase deprê, pelo menos por um final de semana!
Está tudo bem com meus pais, meus irmãos e meus cachorros. As amizades estão okay, tô feliz com cada amigo que eu tenho, as baladas estão ficando melhores e quanto ao romance, pô, eu posso dizer que nada melhor do que começar de novo. Não, não estou alimentando um romance ou tendo um affair ou qualquer outra coisa. Só tô bem...e resolvida.

Então eu queria pedir encaredecidamente a todo mundo que tá bem quando eu tô mal, gente desculpa, mas dá pra ficar mal mais um pouquinho? Tá, não dá...
Então eu vou levantar minha cabeça pro céu e falar "Thank you, Destiny", mas dessa ver sem a irônia da coisa que deu errado, porque comigo tá tudo bem!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Pés de princesa

Desde pequena esse título me acompanha. Minha mãe não me deixava andar descalça igual as outras crianças. Mesmo estando dentro de casa eu tinha que usar os chinelos, seja para não sujar os pés, seja para não pegar um resfriado.

Acho que foi aí que mamãe inventou isso: princesas não andam descalças. E eu sonhava em crescer e usar sapatos de princesas, o que pra mim era um simples scarpin.
Eu cresci e hoje posso usar scarpin, mesmo sendo difícil achar sapatos no meu número, já que eu calço 35/36.

Mas falando a verdade, eu não posso usar scarpin, nem chinelos eu posso usar direito, muito menos sandalinhas. Por ter usado muito tênis e quase nunca ter andado descalça, meu pé parece um bumbum de neném, de tão fino. Qualquer coisa além de tênis machuca e olha que ainda depende do tênis, porque eu já tive uns que machucavam até a alma.

Eis que segunda-feira meus pais resolvem me presentear com um par de sandalinhas. Eu queria rasteirinha, mas eles me deram uma com um saltinho de no máximo 2cm. Tá, tudo bem, quase uma rasteirinha. A sandália é bonita, fica bonita no meu pé todo delicado e todo o blablabla e clichê que eu puder citar. Acontece que foi só eu calçar a sandália e andar por 10 minutos, ou menos, que meu pé já encheu de bolha. Tá, encher é exagerado, mas eu ganhei 3 bolhas na sola do pé. Quando cheguei em casa a sola estava "apenas" queimada, "apenas" porque arde MUITO ter a sola do pé queimada, e hoje eu acordei e não conseguia pisar. A dor que eu sentia, mesmo com os pés levantados, ontem, já passou, mas hoje formaram-se bolhas e está mais difícil ainda de andar nem que seja do quarto pro banheiro.

E eu continuo me perguntando porque pés de princesa se, na minha imaginação, as princesas usavam scarpins que machucavam muito seus pés? Só se for coisa da Cinderela, que deve ter deixado aquele sapatinho de cristal pra trás porque ele machucava muito seus pés acostumados a usar sapatilhas confortáveis.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

É incrível como em dois dias, apenas 48 horas, eu consigo transformar a minha casa arrumadinha num lugar em que você não acharia uma mísera agulha.
Eu queria ser tipo a Monica, de Friends. Eu queria manter tudo no lugar e ser perfeccionista ao extremo, ou melhor, manter meu perfeccionismo, porque perfeccionista eu já sou.

Quarta-feira é dia de limpar a casa, logo depois do almoço eu já saio limpando tudo o que vejo pela frente. E isso se estende até anoitecer. Meu apartamento é pequeno, mas eu já disse que sou perfeccionista, né? Uma pena isso acabar quase que no dia seguinte, a minha paciência para dobrar roupas fica tão esgotada que eu vou jogando tudo em cima de um puff que fica no meu quarto.

Eu sou desorganizada mesmo em relação à leitura dos meus blogs. É incrível como eu acabo esquecendo de ler. Para ler um blog eu preciso estar concentrada, bem acomodada, não ouvir nenhuma música e a janela deve estar devidamente fechada para não bater reflexo.

Eu vivo de manias, eu vivo falando sozinha e dançando pela casa com fones no ouvido. Eu sou formada em perder ligação no celular e diplomada em esquecer a minha leitura diária. Prazer, eu sou Camila Santana.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Como muita gente deve saber o global Luciano Huck teve seu relógio, um Rolex, roubado semana passada, em São Paulo.
Muitas críticas direcionadas à carta escrita pelo apresentador da Globo enviada ao jornal Folha de S. Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0110200708.htm

Uma coisa que eu penso: você só ficará realmente indignado a partir do momento em que você sofre tal ação. A indignação é algo que nos ofende e eu acho que isso é algo muito particular. Seja ofender a moral, ou a psíque ou qualquer outra coisa do ser humano.
Luciano Huck é só mais um 'trouxa' da qual duas pessoas roubam e depois saem total impunes rindo. Aliás, vai saber se são realmente duas pessoas.

Como o próprio apresentador diz ter pena dos deliquentes que devem não ter tido oportunidades na vida. Pera aí, não dizem que você cria a sua oportunidade? Estudando, trabalhando.
Mas como estudar no nosso país? Se o melhor ensino (e olhe lá, hein) está nas escolas privadas?!
Como entrar numa faculdade pública no Brasil se há cotas para qualquer ocasião?!

E trabalho? Não há como ser uma pessoa qualificada para um certo trabalho se a pessoa não teve uma educação forte.

E cadê a oportunidade?
Como fazer um país melhor com tanta notícia sobre corrupção caindo em nossas cabeças? Nada mais importa, nada além de dinheiro e poder. Queria eu saber porque nosso sistema altamente capitalista nos fez assim. Queria eu saber porque eu estou aqui na minha casa, quentinha e bem alimentada enquanto alguém que passa na calçada inveja o que eu tenho. Inveja porque infelizmente não pode ter nem um décimo para dar aos seus filhos.
Queria eu saber porque alguém que rouba um pote de margarina para dar aos seus filhos é preso enquanto mais de meia dúzia de corruptos, acusados de crime contra toda uma nação, não está preso, mas sim livre e impune.

O povo brasileiro desistiu de ser brasileiro. O povo brasileiro não vê o Brasil como seu, mas como dele. O povo brasileiro não se sente mais brasileiro. Eu não me sinto brasileira, mas eu queria ter forças o suficiente pra levantar daqui e sair pelas ruas gritando e que ninguém me achasse uma louca por fazer isso e todo se juntariam a mim. Grande utopia.

Vou estudar sociologia, quem sabe assim eu consigo entender um pouco sobre mim mesma.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Mamãe que ensinou

Acho que eu comecei a cozinhar com 11 anos. Foi mais ou menos nessa época, por volta de 2000, que a minha mãe me ensinou a fazer café e miojo, afinal de contas eu já estava virando uma mocinha (e eu odiava ser chamada assim).

Daí meus pais abriram uma loja e eu comecei a esquentar o almoço que mamãe deixava pronto.
Mas eu nunca gostei muito de microondas. Pra mim a única utilidade de um é fazer pipoca e esquentar o leite (quando eu bebia leite). E eu comecei a esquentar o arroz numa panelinha separada, a picar a alface, fazer os nuggets (tá eu fazia no microondas) e fazer o molho rosé para acompanhar os quitutes.

Me lembro de uma vez enjoar de tal cardápio e pegar um monte de coisa na geladeira e colocar junto do arroz, me senti num programa da Ana Maria Braga naquela ocasião, e aquilo ficou uma delícia. Depois meu irmão foi almoçar em casa e eu passei a fazer risotos para nós dois. Eu achava aquilo tão divertido. Me sentia uma verdadeira chef.

A verdade é que eu não via a hora de morar sozinha, ou sei lá, de casar, pra poder fazer aquelas coisas pra mim, com os meus ingredientes, testar condimentos e ervas novas. E agora que eu posso fazer tudo isso, que meu sonhos está realizado, eu queria ter muito dinheiro para poder todos os dias em restaurante. Porque fazer arroz pra uma pessoa é triste. Macarrão pra uma pessoa é deprimente e se tem uma coisa que eu não faço mais é batata frita! Eu morro de medo do óleo quente, dele espirrar em mim, credo!!!

Pelo menos eu já me acostumei com o cheiro da cozinha e de ter que lavar a louça depois.